"Não é fácil". Essa frase aqui tá proibida! Aqui quem fala é o lado que grita, que geme e que transa em voz alta. A voz grossa aqui impera e não há nada que mude isso. Aqui não vai ter tentativa de ser Barbie, loirinha e nariz afinado.
A partir de agora sou eu por eu mesma. Prazer, Ana Carollina, 25 anos nas costas e um monte de histórias de intolerância com a minha aparência física. Não sou gorda, nem alta demais ou baixa demais. Também não tenho bunda enterrada, coxas finas ou sexo ruim. Mas tenho uma característica que o higienismo social faz virar defeito: a androginia. Afinal de contas, como gostar de algo que você não consegue nem classificar, encontrar taxonomia pra separar o joio do trigo?! É...
Pessoas como eu devem sofrer anos caladas. Por isso eu fui pesquisar. E nessa busca descobri algo curioso. A androginia é usada como atrativo da moda, pasmem! Aquilo que nas ruas é apontado como bizarro vira puro luxo nas passarelas, nos manequins e cabem muito bem, obrigada, quando assinadas por uma Dior da vida. Olha aí e vê se eu tô mentindo...

Daí você sai pra uma noitada Gay (sim, sou bissexual) e é confundida. As abordagens são várias e de todos os tipos. Tem noites em que eu tenho paciência, outras chuto o balde e as bolas ou a buceta de quem perguntou.
Noite passada foi diferente e rolou algo que raramente acontece que é ser 'cantada' por um gay homem. Tô ali, na minha quando vem 'Tu é linda guria' do nada...tá ne?!
Esse espaço aqui vai servir pra eu falar comigo e com quem mais quiser ouvir os meus causos da vida 'ambígua' que levo. Ou pelo menos, por enquanto, essa é proposta. Deixo aqui no final o vídeo da linda da Dani Shay, muito inspiradora pra mim. That's all folks!
Beijas no seu órgão genital favorito (caso tenha os dois).



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